Sobre a educação que recebemos e a educação que queremos...

 O relógio já beirava as 18h deste dia de sol e de luta. Garotos e rapazes já livres do expediente de trabalho e estudo gastavam as energias restantes no futebol da quadra do Planalto, enquanto um pequeno grupo ia timidamente ocupando com grandes ideias o espaço da pracinha que lica ao lado. O objetivo era simples: escutar umas músicas, juntar a galera, assistir uns vídeos e trocar uma ideia sobre educação. Mas antes de tudo encontramos um irônico desafio nesse dia nacional de luta pela educação.






 É que a nossa praça estava totalmente "suja" por livros, cadernos, provas e pedaços de papéis voadores. Começamos um mutirão de limpeza antes de montar os equipamentos, e percebemos que o processo de reflexão já tinha sido iniciado ali! Entendemos que a situação que encontramos na praça reflete o valor atribuído a educação na sociedade atual. Resumindo a opinião 'senso comum': "educação é lixo, e estudar não serve pra quase nada". Dentro dessa lógica, cadernos e livros são tão descartáveis quanto um papel de bala.




 Mas nossa jornada não foi só de mutirão! Um dos vídeos que assistimos foi o produzido especialmente para a jornada nacional de lutas pela educação. Se trata de um material que sintetiza diversos elementos sobre a atual conjuntura da educação brasileira. Depois, em uma rodinha de conversa discutimos sobre nossos desafios e a educação que queremos.




 A atividade contou com a presença de jovens moradores do bairro Planalto, militantes que constroem uma célula na região, mais companheiros da célula universitária. Foi um momento importante por ter aberto um diálogo entre  a célula estudantil e a comunidade, estreitando os laços e relações. Além disso, a pauta envolveu alguns jovens que até então não haviam sido aproximados do Levante Popular da Juventude. Isso tudo mostra a força e necessidade da luta coletiva por um Projeto Popular Para a Educação.












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