Dia internacional da não violência contra a mulher



Dia 26 de novembro é o dia internacional de luta contra a violência à mulher! Nós, mulheres do Levante Popular da Juventude, organizamos ontem, dia 26 de novembro, intervenções nos diversos estados onde nosso movimento está organizado. 



 Aqui no ES, nossa ação foi concentrada em frente ao shopping Vitória. Denunciamos que a cada três minutos, 15 mulheres são espancadas no Brasil. Esse número altíssimo, ainda é agravado no nosso Estado, que lidera o hanking de agressões a mulheres no país. Vestidas de preto, e "gritando em silêncio" denunciamos e deixamos claro que não descansaremos enquanto todas nós formos livres de qualquer forma de opressão.

"Ô abre alas que as mulheres vão passar/ Com essa luta muita coisa vai mudar/ Nosso lugar não é no tanque ou no fogão/ A nossa chama é o fogo da revolução!"


Quem são as "Mulheres de Preto"? Essa simbologia foi incorporada e adaptada do chamado "Movimento das Mulheres de preto", que teve origem em 1988, quando oito mulheres israelitas saem às ruas de Jerusalém para se manifestar pela primeira vez contra a ocupação do território palestino pelos exércitos de Israel. Seguem o exemplo das Mães da Praça de Maio na Argentina. Todas as sextas-feiras vestidas de negro, como "sinal da tragédia sofrida pelos povos", trazem uma faixa negra com a frase “Parem com ocupação”. As concentrações se realizaram na Praça da França e logo se espalharam por todo o país e muitas cidades do mundo. Há mais de catorze anos, graças à perseverança dos movimentos de mulheres diante da  instabilidade política, das reações hostis e frequentemente machistas das pessoas que passam e das contra manifestações dos grupos de extrema direita, as “Mulheres de preto” não deixaram de gritar “Parem com a ocupação".

Em outubro de 2000 foi criada a “Coligação das Mulheres por uma Paz mais justa”, que reúne dezenas de movimentos de mulheres que trabalham pelo fim da ocupação. “Mulheres de preto” faz parte desta coligação que tem ramificações e contatos no outro lado de Jerusalém, no território palestino. É o que entre as ativistas são conhecidas pelo nome de “Enlace de Jerusalém”. É o ponto de encontro onde as mulheres israelitas e palestinas se dão as mãos. “Mulheres de preto” foram chamadas em 2001 para o prêmio Nobel da Paz.









“Mulherada, se liga não fica ai parada
Violência não tá com nada!
Vem cá, lutar,
Machismo deve acabar (2X)

Tchê tcherere tchê tchê,
Tcherere tchê tchê tchê tchê
É o feminismo e você!

Vem também, se juntar, vamos nos libertar

E assim construir o Projeto Popular!”

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